Terça-feira, Março 17

Há sons que nos arrepiam a pele...
há sons que nos entram na alma,
e nos fazem ir onde nao podemos ir,
que nos permitem ficar onde nao podemos estar,
que nos fazem acalmar,
que nos fazem sonhar,
que nos fazem partir do nosso corpo
e ficar com a alma a pairar...

Há alturas em que esses mesmos sons
nos trazem a saudade,
e a vontade de ficar nesse leve arrepiar da pele...
e nos fazem ficar com um nó na garganta,
e nos fazem apetecer chorar...

e nos apetecer ficar longe...
ou muito mais perto do que nos é permitido...

e há tempos em que apetece desaparecer...
porque o mundo não nos entende...
porque nos julgam por pequeninas atitudes
que não são afinal nada disso...

ahhh... nem no nosso tempo podemos mandar...

como me apetecia agora um abraço,
e um ombro para poder deixar esta mágoa,
esta saudade...

by myself

Quarta-feira, Janeiro 7

Algures... entre o céu e a terra

Sinto-me um pouco perdida,
Algures onde termina o céu e começa a terra,
nessa linha ténue de horizonte...

Apetece chorar,
gritar ao mundo...
mas também apetece ficar,
parar no tempo,
esse tempo que teima em não passar,
esse tempo que corre demasiado depressa
quando precisamos que páre...

Apetece fugir,
desaparecer para a "terra do nunca",
essa terra onde os sonhos são possíveis...
onde sonhar não magoa...

Algures onde as ondas do mar abraçam a areia,
e o sal se entranha na pele...
Onde o limite é a nossa alma,
apetece ficar...
sentir que o mundo é nosso,
e que nada nos vai fugir,
sentir que a saudade nao existe,
que nao faz doer...
sentir que podemos ser...

Algures...
Aí sim...
sem mágoa,
sem medo,
sem sentir os olhos cheios de maresia...

Aí sim...
apetecia ficar num abraço...
Naquele abraço...

by myself

Quarta-feira, Dezembro 17

Encontrei-te num dia qualquer...
nao sei bem quando,
nem a que horas,
nem em que instante...
encontrei-te talvez no meio de um sonho,
enquanto percorria cada estrela,
de um céu cheio de nuvens cinzentas....

Encontrei-te num dia qualquer,
num instante de ouro...

Encontrei-te num sítio cheio de sorrisos,
em que nenhum era para mim...
Encontrei-te no meio de uma loucura desenfreada
de um corre corre,
de um lado para o outro...

E, no meio de tantos sorrisos estranhos,
no meio de tanta agitação,
lá estavas tu...
com essa meiguice que trazes presa a ti...

Encontrei-te,
e...
agora estás por perto...

E já posso cair
quando saltar de estrela em estrela
sem esfolar os joelhos e as mãos...
E já nao preciso de ter a maresia nos olhos,
porque posso deixá-la na tua camisola... :)

E sabes,
agora que te encontrei,
vou mandar raptar-te,
anestesiar-te,
e pôr-te um chip...
para que nao desapareças...



by myself

Segunda-feira, Novembro 17

:(

...e a vida continua...
talvez passe a voltar aqui mais vezes,
lavar a alma...
sinto falta de falar, escrever, desabafar,
chamem-lhe o que bem entenderem...
... a vida continua, por vezes,
só porque tem que continuar...
às vezes apetece pará-la no tempo,
esquecer quem nos magoa,
esquecer de quem temos saudades,
porque isso também dói,
esquecer que às vezes parecemos verdadeiros robots,
sempre a mesma monotonia,
sempre os mesmos horários,
as mesmas responsabilidades,
sempre as mesmas pessoas a magoar...
e a alma, essa, de vez em quando entra em rotura...
a alma que é suposto manter-nos de pé,
às vezes cai por terra,
estilhaça-se em minúsculos pedacinhos,
impossíveis de voltar a juntar...
e quando se tenta,
ficam a faltar alguns, e mais, e sempre mais...
e cada vez mais frágil,
cada vez mais dorida,
cada vez mais amargurada...
E mais , e mais, e mais....

Apetece desaparecer do mundo,
esquecer quem sou,
apetece ficar num cantinho escuro,
sem luz,
sem som,
sem côr,
sem chão,
nem paredes,
nem tecto...
nem pessoas,
nem nada...
inertes...
desintegrados do resto do mundo..

Apetece gritar,
apetece chorar,
espernear,
apetece fugir do mundo...

há por aí uma boleia?...

by myself

Quinta-feira, Julho 24

Hoje acordei meia atordoada pela vida...
sem saber se me apetece ou nao abrir os olhos,
olhar para o mundo, e encontrar...
encontrar-me por aí meio perdida,
na correria de sempre...
trabalhar porque tem que ser,
comer porque tem que ser,
voltar ao trabalho,
nesta monotonia a que nos habituamos...
sermos prisioneiros de uma vida...
hoje definitivamente não é um bom dia...
espero que apenas para mim!

by myself

Quinta-feira, Julho 17

...

Onde andas coração...
que te sinto cada vez mais longe?....

Parece que te estás a dissipar
como o nevoeiro da manhã...
sinto-me a perder-te,
assim devagarinho,
como se fosses um punhado de areia nas minhas mãos,
e que vai escorregando entre os dedos...

Sinto-me a deixar de te ter por perto...

Sinto-te a fugir de mim,
ainda que inconscientemente,
Sinto que já não me ouves,
Já não me dás atenção...
Já nao interessa o que digo,
E o que penso...

Sinto que te estou a perder aos bocadinhos...

e se pudesses saber o que me vai na alma... PdV...

by myself

Segunda-feira, Julho 14

Um dia de cada vez...

.
.
.
Há momentos em que questionamos a nossa existencia...



Qual o sentido de sermos alguém,

de fazermos parte de uma sociedade,

de termos uma família, amigos,

amores, desamores...

de num dia a vida ser um arco-iris,

e no outro deixar de fazer sentido...



Quantas vezes andamos de sorriso nos lábios

para de seguida o mundo desabar em cima de nós...



Porque nao aprendemos sem bater com a cabeça na parede?

Porque é que nos ensinam a voar?



Porque é que me ensinaste a voar?...

(para agora ter de ficar com os pés na terra?...
para deixar de ter esse tal sorriso nos lábios,
para andar angustiada?...

sem vontade de levantar os olhos,
de viver?...
para ter vontade de fugir de mim,
e do resto do mundo?...)


by myself

Terça-feira, Julho 8

"DELETE"

Poder-se-á inventar alguém, que venha com um botão de "delete" no coração, no pensamento, na alma???
Uns dias bem, outros bem pior...
Uns de sorrisos nos lábios, outros com os olhos cheios de maresia...

E pensar que já senti a tua pele na minha,
e o bater descompassado do teu coração junto ao meu ouvido...
E pensar que houveram horas, minutos, segundos,
em que o tempo devia ter parado,
E pensar que me levaste a voar,
E agora estou de asas amarradas...

E sentir-me envolvida de mimos,
E sentir-me cheia de magia,
A voar...
Como duas asas sem corpo...

E pensar que perdi esse bocadinho de ti...
E sentir os olhos rasos de água,
E a mágoa a apertar,
E a alma a doer...

E saber que ainda estás comigo,
E ter de ser forte,
E ter de me sentir bem porque não desapareceste...
E fazer um esforço para nao transparecer...
Porque gosto demasiado de ti
Para te perder...
Porque és demasiado especial...
E porque vais estar sempre cá dentro...
Porque gmdt...

Tu sabes...

by myself

Segunda-feira, Junho 23

E eu...e tu...

vem cá...
deixa-me fechar os olhos,
e sentir-te um pouco mais perto...
deixa-me imaginar as tuas mãos
percorrerem as minhas costas...
e a pele a arrepiar...

deixa-me deixar de me sentir com os pés na terra,
flutuar, voar,
nessa magia de te envolve...

vem cá,
deixa-me sentir o teu cheiro
entranhar-se na minha pele,
deixa-me fechar os olhos
e ter o teu sorriso,
e sentir...
sentir-te...

e não me deixes cair...
não me deixes voar para longe,
perder o norte...

vem cá...
agarra-me bem junto a ti,
para que possa sentir
o bater descompassado do coração...

não desapareças...
tenho tanto medo de te perder...
tanto, tanto...
que de pensar nisso até a alma me dói...

by myself

Terça-feira, Fevereiro 26

Silencio

Silencio...

Os pensamentos a mil,
a deixar-me invadir de frio...
com a dúvida a martelar...

com vontade de te ter,
de te sentir...
de te abraçar,
de sentir os teus lábios doces nos meus...

de sentir a tua alma
agarrar a minha,
e de nao me deixares partir...
de nao permitires que desapareça...

Agarra-me,
segura-me...
porque me sinto fugir...

de mim...
de ti...
do mundo...

E esta angústia no peito a doer,
e esta falta que me fazes...
de sentir a tua pele latejar na minha...

de te sentir...

Silencio...
e como dói esse silencio...
e como dói a ausencia...

by myself