Amarras

Amarras

Para lá de mim, de ti...
numa infinidade de sentimentos sempre ambíguos...
Amarra-me,
desamarra-me,
em viagens deste e de outros tempos,
deixa-me voar por esses céus inatingíveis,
reduzir-me á minha loucura,
nesses tempos em que tu és sonho
e eu mais uma mera realidade...
Encontrei-te nos versos de um poema,
perdi-te no meio de palavras baralhadas
no meio de uma triste prosa...
Cheira a medo,
cheira a desconfiança,
vagueia-se por aí com o olhar negro de dor,
e os gestos, esses já sem forças
vão desfiando as palavras,
e o mundo transpira essa ambiguidade,
cheira a hortelã,
mas o céu está negro,
as sílabas são como pequenas lágrimas do mar,
pequenas palavras em silêncio,
sussurradas pela ventania...
by myself
(X= Lambchop-Is_A_Woman)
1 Comments:
Olá Matilde
Cheiras a vida,cheiras a confiança.
Encontraram-te num meio de um poema
Sem lágrimas.
Não és uma mera Realidade.
Não és um Sonho.
És o Gesto da Certeza.
Não vais desafiar,mas provar.
Os céus inatingíveis.
São para Voar!
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